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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Pacto Social, um "Cálculo"

Por Anderson Araújo

Thomas Hobbes elaborou uma hipótese bastante plausível a respeito da natureza humana. Tal hipótese justificaria a necessidade de o ser humano viver em sociedade e, portanto, conviver pacificamente com os outros humanos.

No "Leviatã", um dos principais livros de Hobbes, ele caracteriza o ser humano inserido num hipotético "estado de natureza", no qual ainda não havia nem leis, nem propriedade privada. O homem era livre e, de certa maneira, podia fazer o que quisesse, pois não havia lei que restringisse o seu desejo. Mas sendo todos os seres humanos igualmente livres, num mundo sem leis, poderia haver tranquilidade, quer dizer, paz?

Não, pois se todos podem realizar os seus desejos sem impedimento algum, o homem vive constantemente sob o medo de perder o que é seu e até mesmo a própria vida. Neste sentido, Hobbes afirma que reina o medo e a insegurança no estado de natureza. Neste estado vive-se "uma guerra de todos contra todos", ou pelo menos a possibilidade constante desta guerra.

Por isso, os homens resolvem fazer um acordo ou pacto para garantir as suas conquistas e, portanto, a paz. Eles se associam e se organizam, formando o estado político. Neste estado há leis e um soberano que garante a paz e a ordem. Interessante notar que em Hobbes o homem não é naturalmente um animal político como pensou Aristóteles, mas um animal que age naturalmente em seu próprio benefício.

Para Hobbes a sociedade é resultado de um pacto para garantir a vida do homem. Hobbes diz que o homem faz um "cálculo", raciocina, utiliza a razão para garantir a sua vida e conclui, visando a conservação da vida, que o estado político é a melhor forma de vida, ainda que este estado limite as liberdades individuais.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HOBBES, Thomas. Leviatã. Trad. João Paulo Monteiro. São Paulo: Martins Fontes, 2008.